Exame vai revelar se sangue em viatura da PM é da engenheira desaparecida

RIO DE JANEIRO ¿ A Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) vai investigar se uma das manchas de sangue encontradas nas viaturas dos policiais que fizeram a ocorrência do acidente da engenheira Patrícia Aimeiro, de 24 anos, pertence à jovem. Ela está desaparecida desde o dia 14 de junho, quando sofreu um acidente de carro no Canal do Marapendi, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio.

Redação |

De acordo com o delegado Marcos Reimão, que está coordenando as investigações, amostras de sangue dos pais de Patrícia foram colhidas para que seja realizado o exame de DNA. O resultado do teste deve ficar pronto em 15 dias.

Ainda segundo Reimão, a atitude de um dos PMs, que confessou ter jogado uma pedra contra o vidro dianteiro do carro, é suspeita. O policial alegou que queria observar o interior do automóvel. A pedra, com mais de dez quilos, foi encontrada perto dos pedais do motorista. O delegado ainda não está certo se o agente jogou a pedra para observar algo realmente ou se para ocultar uma pista, como um possível impacto de projétil de arma de fogo.

No veículo da engenheira, os peritos encontraram duas marcas de tiro, que foram confirmadas por um exame microscópio do Centro Tecnológico do Exército. A perícia achou ainda, no compartimento do motor, três fragmentos de bala. Por causa das evidências, as armas dos agentes que estavam de plantão no dia do acidente foram recolhidas. Exames irão revelar se as balas fragmentadas encontradas no motor partiram ou não das armas dos PMs.

Corpo encontrado

Um corpo encontrado na madrugada deste domingo em uma praia da Ilha do Governador pode ser da engenheira Patrícia Aimeiro. Policiais 17º BPM (Ilha) foram acionados depois que um pescador encontrou o corpo de uma mulher em estado de decomposição. De acordo com a PM, apesar do estado do corpo, dava para ver que pertencia a uma mulher branca. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para análise.

A praia aonde o corpo foi encontrado fica na Baía de Guanabara e, portanto, a correnteza poderia ter arrastado ele até lá. O titular da Delegacia Anti-Seqüestro, Marcos Reimão, já solicitou à Marinha um relatório específico sobre marés e correntezas, para tentar determinar uma região onde o corpo de Patrícia poderia ser encontrado. O estudo ainda não está pronto.

O caso

A engenheira Patrícia Amieiro está desaparecida desde o dia 14 de junho. Ela voltava de um show do Monobloco no Morro da Urca quando teria batido com o carro na chegada à Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio. O veículo foi encontrado dentro do Canal de Marapendi.

O carro de Patrícia caiu de uma altura de 15 metros. Com o acidente, o vidro traseiro quebrou e o porta-malas estava aberto. No entanto, o cinto de segurança estava afivelado e não havia vestígios de sangue. Segundo os bombeiros que participaram das buscas, foram encontrados o relógio e a pulseira da engenheira dentro d´água, próximo ao carro.

A Delegacia Anti-Seqüestro (DAS), que investiga o caso, trabalha com a hipótese de acidente, seqüestro ou tentativa de assalto.

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