Exame do Cremesp reprova 61% dos estudantes de medicina de SP

SÃO PAULO ¿ O exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) obteve em 2008 o maior índice de reprovação desde que foi iniciado, em 2005. Este ano, 61% dos estudantes de medicina que participaram da prova foram reprovados.

Redação |

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O percentual representa quase o dobro do número do primeiro exame ¿ 31% em 2005 ¿, representando um crescimento de 97% em quatro anos. A primeira fase teve 934 inscritos e 679 candidatos fizeram a prova. Desse total, somente 262 participantes (39%) foram aprovados para a segunda fase.

Para ser convocado para a segunda etapa, quando é aplicada a prova prática, é preciso acertar o mínimo de 60% da prova objetiva da primeira fase, o que corresponde ao acerto de 72 questões, de um total de 120. Dos 262 aprovados, 231 compareceram à segunda fase. Destes, 24 foram reprovados.

O número de participantes no Exame do Cremesp corresponde a cerca de 30% do total de estudantes que cursam o sexto ano de medicina no Estado de São Paulo, em 2008. De acordo com o conselho, é grande a resistência e o boicote ao exame por parte de dirigentes, professores e alunos de algumas escolas. Com isso, a distribuição dos participantes não é homogênea entre os cursos.

Para o Cremesp, o resultado do exame indica a deterioração da qualidade no ensino médico no Estado de São Paulo. Segundo o conselho, a situação pode ser ainda pior já que, devido ao caráter facultativo do exame, supostamente os alunos melhor preparados podem demonstrar maior interesse em participar da avaliação.

Obrigatoriedade

O exame do Cremesp não tem similaridade com a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A participação no exame do Cremesp não é obrigatória, é opcional e não é pré-requisito para o exercício profissional da medicina.

Docentes das faculdades de medicina são convidados para contribuir com a elaboração do conteúdo das provas e as escolas interessadas podem acompanhar de perto o exame. O estudante aprovado no Exame do Cremesp recebe um certificado, que pode ser útil no currículo e pode contar pontos na colocação no mercado de trabalho.

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