Exame de corpo de delito de jovem que acusa policial do Bope dá negativo

RIO DE JANEIRO ¿ O diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital, Ronaldo Oliveira, divulgou nesta quinta-feira que o resultado do exame de corpo de delito da jovem de 21 anos que acusou um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de abuso sexual foi negativo. O delegado ressaltou, no entanto, que o resultado do exame não comprova que o crime não tenha ocorrido.

Redação |

O laudo não é conclusivo, outras provas serão necessárias para assegurar o que ocorreu. A polícia vai trabalhar de forma imparcial e, se o crime existir, o autor será punido, afirmou Ronaldo Oliveira. Segundo o delegado, as polícias Civil e Militar estão trabalhando em conjunto para que, caso a denúncia seja verdadeira, não fique impune.

A denúncia de violência sexual surgiu na tarde de quarta-feira após a realização de uma operação do Bope no morro da Mangueira. Uma jovem moradora da comunidade relatou à polícia que foi sexualmente abusada por um homem com farda do Bope quando o policial revistava sua casa em busca de armas e drogas.

Na 17ª DP (São Cristóvão), que registrou o caso, a jovem alegou estar com medo por conta da denúncia. De acordo com Ronaldo Oliveira, o pedido de proteção à vítima e aos familiares será solicitado ao Ministério Público, caso seja necessário.

O delegado lembrou que o Bope é uma polícia de elite, com referência mundial. O Bope tem muita responsabilidade e cuidado com seus homens. Se o crime ocorreu, não foi um agente deste batalhão. Por isso estamos sendo cautelosos nas investigações.

Em nota, a Polícia Militar informou que a operação no morro da Mangueira contou com aproximadamente 90 soldados do 4º BPM (São Cristóvão), do Bope, do Batalhão de Choque, do Grupamento Aéreo e Marítimo e do Gesar.

A denúncia de estupro está sendo apurada pelo comandante do Bope, no âmbito militar. Segundo a PM, a corporação irá colaborar de todas as formas com a 17ª DP para que os fatos sejam esclarecidos.

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