Ex-agente do SNI volta a negar participação em grampos

BRASÍLIA - O ex-agente do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio, voltou a negar, na CPI das Escutas Clandestinas, qualquer participação em grampos. Em seu pronunciamento inicial, Ambrósio repetiu literalmente o que disse na semana passada na Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência. Que seu trabalho na operação Satiagraha, da Polícia Federal, era o de separação de e-mails e nada além.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Nego ter participado de qualquer escuta legal ou ilegal, sobretudo a do [senador] Demóstenes Torres (DEM-GO). Não tenho a menor idéia de quem fez e nem tenho formação para fazer [escutas], disse.

Ambrósio comentou que seu trabalho na Satiagraha era diário e ele era identificado na portaria da instituição. Disse também que por ter sido contratado pelo então presidente do inquérito, delegado Protógenes Queiroz, entende que fez um trabalho institucional.

Ganhava R$ 1,5 mil e dava recibos. Minha tese é que o trabalho era institucional. Eu chegava na PF e o computador já estava aberto e eu separava e-mails por assunto. Não sei de nada além disso por causa da compartimentação da investigação. Cada um cuidava da sua missão, explicou.

O ex-agente também citou ter se aposentado em 1998, um ano antes da inauguração da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por isso nunca chegou a trabalhar no órgão. Disse ainda que o trabalho para a Satiagraha foi o primeiro que fez desde sua aposentadoria.

Depoimento

Após o depoimento de Francisco Ambrósio, a CPI vai ouvir o sargento da aeronáutica, Idalberto Mathias Araújo, que supostamente teria apresentado o ex-agente do SNI para o delegado Protógenes Queiroz.

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