SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na manhã desta terça-feira, 24, que os países europeus tem preconceito contra imigrantes, pois temem perder seus empregos. Lula esteve em São Paulo para abertura do seminário sobre responsabilidade social e comemoração dos 60 anos dos Direitos Humanos. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/brasil_ira_alcancar_a_igualdade_social_entre_15_ou_20_anos_diz_lula_1386098.htmlBrasil irá alcançar a igualdade social em 15 ou 20 anos, diz Lula http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/06/24/investigacao_da_pf_sobre_o_pac_e_positiva_diz_lula_1387103.html target=_blankLula aprova investigação da Polícia Federal sobre o PAC

Lula afirmou que a solução é ajudar os países pobres a se desenvolverem. "É preciso criar parcerias para que a gente possa produzir o etanol e o biodiesel em alguns países pobres que precisam de produção", disse.

Em seu discurso, Lula também fez referências à nova lei de imigração da União Européia aprovada pelo Parlamento Europeu no dia 18 de junho. As novas normas tornam mais rígidas as regras de tratamento a imigrantes ilegais. "O vento frio da xenofobia sopra outra vez suas falsas respostas para os desafios da sociedade", afirmou o presidente.

Igualdade social

No evento, Lula também prometeu um maior inclusão de mulheres e negros na sociedade brasileira. Segundo ele, a baixa ascensão dos negros e das mulheres nas empresas é porque há 30 anos não plantamos a semente que precisava. O presidente completou que a herança da senzala se abate principalmente no ombro da mulher negra. Apenas uma entre quatro mulheres negras estão empregadas.

Lula também mostrou números sobre a inclusão de um outro grupo nas empresas, os jovens. Hoje, mais de 40% das empresas ainda não despertaram para a inclusão dos jovens. Neste assunto, Lula falou sobre o combate de jovens e crianças em trabalhos informais e escravos. Quase 5 milhões de crianças e adolescentes estão afastados da escola por conta do trabalho escravo, disse.

Estavam presentes no evento o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o governador de São Paulo, José Serra.

O governador também discursou sobre inclusão. Serra defendeu que não considera caridade empregar pessoas deficientes e disse que isso é um bom negócio, pois agrega valor ao nome da empresa. Ele disse que criará a Secretaria dos Direitos dos Deficientes e investirá 80 milhões para adaptar as estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

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