O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem novas metas de eficiência para consumo de combustível e limites para emissões de poluentes de automóveis. As medidas devem resultar em redução de 30% na emissão de poluentes até 2016 e aumento de 40% na eficiência do consumo de combustível.

Com as novas regras, veículos e caminhões leves terão de fazer, em média, 15,5 km por litro em 2016. Hoje em dia, o parâmetro é de 10,5 km por litro.

Separando entre carros e caminhões, a meta é de 16,5 km por litro para automóveis em 2016 e 12,8 km por litro para caminhões. Como comparação, um carro econômico no Brasil faz hoje entre 15km/l e 18 km/l. “Este é um acordo histórico que vai ajudar a América a reduzir sua dependência do petróleo, diminuir a poluição e começar a transição para uma economia baseada em energia limpa”, disse Obama. Segundo a Casa Branca, o plano equivale a retirar 177 milhões de carros das estradas nos próximos seis anos e meio.

“Como resultado desse acordo, pouparemos 1,8 bilhão de barris de petróleo ao longo da vida útil dos carros que serão vendidos nos próximos cinco anos”, afirmou Obama. As montadoras passaram anos brigando contra a imposição de padrões de quilometragem mais rígidos ou de limites para poluição veicular. Argumentavam que isso quebraria a indústria. Agora, com a Chrysler em concordata e a GM prestes a entrar em uma, o poder de barganha da indústria está reduzido. E as montadoras apoiaram o plano, pois acham melhor do que ter vários Estados estabelecendo padrões diferentes em prazos curtos.

Os ambientalistas comemoraram. “Esta é uma das medidas mais significativas já adotada por um presidente, na história, para acabar com nossa dependência do petróleo e cortar seriamente as emissões de poluentes que contribuem para o aquecimento global”, disse Carl Pope, presidente da entidade ambientalista Sierra Club. A decisão também resolve as disputa jurídicas envolvendo a Califórnia, que queria adotar suas próprias regras mais duras, e 13 outros Estados e o Distrito Federal, que queriam seguir os padrões da Califórnia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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