EUA espionaram líderes iraquianos, segundo livro de jornalista

Washington, 5 set (EFE).- Os Estados Unidos espionaram o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e outros membros de seu Governo, segundo o último livro do jornalista investigativo Bob Woodward, publicou hoje The Washington Post.

EFE |

O jornalista, conhecido por desmascarar o escândalo "Watergate" que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon em 1974, fez 150 entrevistas com membros dos serviços secretos, militares, deputados, senadores e pessoas próximas ao presidente, George W. Bush, que lhe confirmaram estas escutas.

"Sabemos tudo o que ele (Nouri al-Maliki) diz", reconheceram Woodward várias fontes que pediram para não ser identificadas.

"The War Within: A Secret White House History, 2006-2008", que sairá à venda na próxima segunda-feira, assegura que o envio extraordinário de tropas ao Iraque ordenadas por Bush em 2007 não é o principal fator que explica a queda da violência na região nos últimos 16 meses.

Segundo o jornalista, a utilização de novas técnicas de espionagem permitiu ao Exército americano localizar com precisão alvos e matar líderes insurgentes e pessoas-chave dentro de grupos extremistas como Al Qaeda.

Woodward atribui a redução da violência a quatro fatores: as operações encobertas, a afluência de tropas, a decisão do clérigo Muqtada al-Sadar de frear o Exército Mehdi e o fato de que dezenas de milhares de sunitas tenham se voltado contra a Al Qaeda e se aliado às forças americanas.

O livro revela desavenças ao interior da administração Bush sobre a gestão da guerra do Iraque e do conflito no Afeganistão.

O Governo americano ainda não se pronunciou sobre a publicação do livro. EFE elv/ma

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