Os Estados Unidos criticaram nesta sexta-feira a Venezuela por suas ações agressivas contra os meios de comunicação, e pediram aos governos latino-americanos que defendam a liberdade de imprensa na região.

"Pedimos a todos os governos que tomem medidas para garantir a liberdade de expressão e os princípios da Carta Democrática Interamericana, incluindo o respeito à liberdade de imprensa", assinalou o porta-voz do departamento de Estado Philip J. Crowley.

"Há vários países que recentemente adotaram ações agressivas para intimidar, ameaçar a imprensa (...) e a Venezuela é um deles, mas não o único".

Na véspera, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que o canal Globovisión, o mais crítico a seu governo, "envenena a mente" e que o país não pode tolerar isto, ao fazer uma advertência aos diretores da emissora.

"Este canal como vai, este país não pode seguir tolerando porque é um assunto de saúde pública. Este canal envenena a mente, todos os dias e quase todas as horas, este é seu objetivo, gerar ódio, temor".

A Globovisión, uma emissora de notícias que fica 24 horas no ar, responde a três processos na Comissão Nacional de Telecomunicações e corre o risco de ser tirada do ar.

Em 2007, Chávez não renovou a concessão da rede privada RCTV, a de maior audiência do país, que criticava abertamente seu governo.

No Equador, o presidente Rafael Correa ameaça fechar o canal Teleamazonas e na Bolívia, a imprensa é alvo de severas críticas do presidente Evo Morales.

Em São Cristóvão e Névis, onde participa da cúpula da Petrocaribe, Chávez qualificou a acusação de "grande cinismo" e garantiu que na Venezuela "há mais liberdade de expressão que nos Estados Unidos, onde existe a pena de morte e agências de inteligência que perseguem o mundo".

jz/LR

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