EUA conhecerão amanhã novos documentos do Governo de Nixon

Washington, 1 dez (EFE).- O Arquivo Nacional dos Estados Unidos tornará públicos amanhã novas fitas e documentos relativos ao Governo do presidente Richard Nixon (1968-1974), cujo nome passou à história vinculado ao escândalo do Watergate.

EFE |

Mais de 198 horas de gravações registradas na Casa Branca, entre novembro e dezembro de 1972, e 90 mil páginas de documentos da etapa presidencial de Nixon ficarão à disposição do público a partir de amanhã, embora não se conheça com detalhe seu conteúdo.

As gravações reúnem aproximadamente 1.398 conversas do presidente Nixon que abrangem temas da política nacional como as eleições presidenciais ao Congresso de 1972; da criação de uma "Nova Maioria" para reforçar o Partido Republicano ou a fundação de um novo partido de caráter conservador.

Mas também há outros, vinculados com a política externa, como os últimos períodos das negociações de paz para pôr fim à Guerra do Vietnã, ou a decisão de bombardear os povoados de Hanói e Haiphong, ao norte desse país.

Esta é apenas a ponta do iceberg da abertura de documentos e fitas de Nixon que faz a Casa Branca desde 1980, com o que já há cerca de 2.217 horas de gravações desta etapa da história americana à disposição do público.

Nixon foi eleito presidente pela primeira vez em 1968. No entanto, após ser reeleito em novembro 1972, sua administração se viu assombrada pelo escândalo de escutas da oposição durante a campanha eleitoral, conhecido como "Watergate", que o levou a renunciar em 1974.

O 37º presidente dos Estados Unidos, que havia gozado de grande popularidade durante seu primeiro mandato, transformou-se assim no primeiro presidente da história do país a renunciar de seu cargo.

Este novo pacote de material inclui documentos do Escritório Central da Casa Branca, assim como do escritório de Fred J.

Buzhardt, que foi o advogado de Nixon durante o escândalo do "Watergate", e de outros de seus assessores.

Entre eles, estavam Bryce Harlow, assessor superior e conselheiro de Presidente Nixon e Jeb Stuart Magruder, subdiretor de sua campanha presidencial em 1972.

A mais numerosa é a coleção de documentos relacionada a Buzhardt, que consta de 65.600 páginas nas quais fica refletido seu papel como Especial Conselheiro da Casa Branca para Assuntos do "Watergate" durante as audiências do Comitê do Senado sobre as atividades da campanha presidencial.

Sobre Harlow, há 4.450 páginas que cobrem o período de novembro de 1968 a janeiro de 1969, quando ele foi assistente presidencial, encarregado das Relações com o Congresso no gabinete de transição do então presidente eleito.

A coleção de documentos relacionados a Magruder compõe-se de aproximadamente 8.050 páginas, que incluem correspondência entre este e John Mitchell, diretor da equipe de reeleição presidencial; material relacionado com cada um dos estados; blocos de votação; estratégias políticas, e o dia-a-dia das operações da Comissão.

Além disso, também serão abertas 3.500 páginas de documentos que tinham sido declarados classificados e outras 7.000 páginas de material que tinha sido retirado dos Arquivos sobre o assessor especial de Nixon, Charles W. Colson; o advogado J. Fred Buzhardt; seu chefe de gabinete, Harry Robins Haldeman; o conselheiro Patrick J. Buchanan, e o assessor John W. Dean.

A informação estará disponível no site www.nixonlibrary.gov, assim como na biblioteca Richard Nixon de Yorba Linda, na Califórnia, e nos Arquivos Nacionais de College Park, em Maryland.

Ainda não há transcrições das gravações, mas na página de internet há listados dos temas que há em cada fita a uma breve ficha com seu conteúdo para facilitar o trabalho dos pesquisadores. EFE elv/jp

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