ETH e Brenco assinam memorando para avaliar fusão

Por Marcelo Teixeira SÃO PAULO (Reuters) - As companhias do setor sucroalcooleiro ETH e Brenco assinaram um memorando de entendimentos para avaliar, em regime de exclusividade, a eventual combinação das suas operações, informaram as empresas em comunicado nesta quinta-feira.

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As empresas teriam uma capacidade combinada de processamento de 37 milhões de toneladas de cana por ano, ficando entre as maiores do setor no Brasil.

A ETH, fundada em 2007, é o braço do conglomerado Odebrecht para o setor de bioenergia e açúcar. Chefiada por José Carlos Grubisich, ex-presidente da petroquímica Braskem, ela planejou investimento de 6 bilhões de reais no desenvolvimento de 3 pólos de produção em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A trading japonesa Sojitz possui 33 por cento do capital da

ETH.

A Brenco, comandada por Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, possui entre seus investidores Vinod Khosla, um dos criadores da Sun, e Steve Case, que participou do advento da AOL nos EUA.

A Brenco tem projeto de investir 5,5 bilhões de reais até 2015, para construir até 12 unidades industriais, que seriam reunidas também em três pólos de produção.

A companhia passou por um aperto de caixa durante a crise de crédito e já chegou a negociar com a Petrobras uma possível associação, como confirmou a estatal petroleira em agosto.

As duas companhias possuem projetos para também gerar energia elétrica a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar.

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