Estudos indicam relação entre antioxidantes e células cancerosas

Pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que antioxidantes podem restaurar a atividade normal nas células tumorais rejeitadas pelo organismo, devolvendo a elas a potencialidade cancerosa. “Isso levanta a interessante ideia de que os antioxidantes, tipicamente vistos como protetores, pode permitir a sobrevivência de células perigosas”, disse Zachary Schafer, um dos autores do estudo publicado hoje na revista Nature.

Agência Estado |

Uma célula tumoral costuma ser empurrada para fora de seu ambiente natural devido ao crescimento excessivo. Quando isso ocorre, o organismo a elimina por meio de um mecanismo chamado apoptose, ou morte celular, que detém a formação do câncer. No entanto, a pesquisa descobriu que essas células também podem restaurar seu funcionamento a partir de antioxidantes, que as auxiliam a buscar energia por novos caminhos.

Os autores advertem, porém, que os dados obtidos não podem ser extrapolados indiscriminadamente, já que se baseiam em experimentos realizados em culturas de células em laboratório. Eles destacam também que os experimentos não foram concebidos para imitar o efeito de dietas antioxidantes no organismo. O que ocorre com os alimentos antioxidantes é algo muito mais complexo e não é o que estamos tentando estudar”, destacou Joan Brugge, pesquisadora de Harvard. Com informações da Agência Fapesp.

AE

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