Estudos identificam fatores genéticos da calvície

Dois estudos independentes publicados ontem na edição eletrônica da revista Nature Genetics indicaram a descoberta de novos fatores genéticos de risco para a calvície. Segundo a Agência Fapesp, os grupos identificaram estreita relação entre a calvície masculina e a ocorrência de duas variantes no cromossomo 20, que leva a risco até sete vezes maior de desenvolver o problema.

Agência Estado |

Estudos anteriores já haviam identificado suscetibilidade ao problema em pessoas com variações no gene que codifica o receptor do hormônio controlador do crescimento dos órgãos sexuais masculinos, o androgênio. Nos novos artigos, estão identificadas variantes próximas dos genes pax1 e foxa2, que aumentam expressivamente o risco de desenvolvimento de calvície.

Ainda segundo a Agência Fapesp, um terço dos homens aos 45 anos são afetados em diferentes níveis pela calvície masculina. Além das implicações sociais, o problema está relacionado também a doenças coronárias.

O estudo foi feito com homens brancos de ascendência européia e, apesar da presunção de que o fator de risco seja o mesmo para não caucasianos, não há certeza quanto a isso. Os cientistas também apontam que os estudos não levam necessariamente ao desenvolvimento de novas formas de tratamento ou cura para a calvície, mas são apenas a identificação de uma causa.

De acordo com a Agência Fapesp, os pesquisadores agora buscam descobrir o papel no crescimento de cabelo dessa região genômica associada à calvície prematura para, a partir daí, pensar novos tratamentos.

AE

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