Negros e hispânicos têm quatro vezes mais chances de irem ao hospital caso contraiam gripe A (H1N1), em comparação com os brancos, segundo um estudo divulgado em Chicago. O trabalho foi apresentado como o primeiro a avaliar o impacto do vírus sobre diferentes grupos étnicos e raciais.

No entanto, ainda não é possível afirmar se a diferença racial ou étnica se manterá quando os dados nacionais forem compilados, segundo um funcionário federal. As conclusões são baseadas em um pequeno número de casos, dos primeiros dias da pandemia.

Os pesquisadores avaliaram 1.500 casos da doença confirmados em laboratório, entre abril e julho. Os negros são hospitalizados com a doença em uma proporção de 9 para 100 mil, enquanto os hispânicos, de 8 para 100 mil. Entre os brancos, a taxa é de 2 para 100 mil, conclui o estudo. "Nós não temos nada definitivo para dizer que um grupo é mais afetado que outro", disse Daniel Jernigan, médico do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

O relatório coincide com um dado de Boston, segundo o qual três de cada quatro moradores da cidade hospitalizados com a gripe A (H1N1) eram negros ou hispânicos. A causa da diferença provavelmente não é genética, segundo funcionários do setor de saúde. Mais provavelmente, isso ocorre pois negros e hispânicos sofrem mais com asma, diabetes e outros problemas de saúde, tornando-os mais vulneráveis a gripes.

AE-AP

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