Os adolescentes em fase escolar estão sob alta pressão. Pesquisa publicada na edição de fevereiro do Caderno de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, feita com 1.

800 estudantes entre 14 e 20 anos todos matriculados em escolas públicas da região metropolitana do Recife, revela que 17,3% sofrem de hipertensão. Os dados anteriores mostravam que nessa faixa etária os índices da doença variavam entre 1% e 13% .

O alerta feito pelos autores do estudo - a enfermeira Betânia da Mata Ribeiro Gomes, da Universidade de Pernambuco, e o médico João Guilherme Bezerra Alves, do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira - é que o problema de saúde, antes associado apenas à população adulta, pode ter sua origem na infância. O perigo é que a pressão alta tem íntima relação com os motivos que mais matam a população brasileira - o enfarte e o derrame (AVC).

Apenas na capital paulista, mostram os dados do Programa municipal de Análise de Mortalidade, a hipertensão isolada é apontada como causa para 7 mil óbitos por ano, uma média de 19 por dia. Uma das hipóteses para o índice alto de hipertensos entre os alunos do Recife é a combinação de dois fatores que aparecem na rotina de adolescentes de todos os estados do País: sedentarismo atrelado à má alimentação.

Peso

A má alimentação aparece em outra conclusão do estudo. Entre os adolescentes obesos a parcela de hipertensos foi de 46,6%, quase três vezes mais do que entre os com peso ideal. Não é a primeira pesquisa que aponta a presença de uma doença antes típica de adulto em crianças. No ano passado, um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) concluiu que 41% dos 1.937 pacientes entre 2 e 19 anos pesquisados apresentavam índices desregulados de colesterol, o que também influencia na medição da pressão. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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