Após quase cinco meses em vigor, a chamada Lei Seca mudou o comportamento dos universitários, mas não imunizou todos os riscos do hábito de beber e dirigir. Apesar do número de estudantes que admitem misturar álcool e volante freqüentemente ter caído de 31% para 20%, 80% deles confessam que ainda pegam carona com motoristas embriagados depois da balada.

Os resultados foram apresentados ontem no congresso da Sociedade Brasileira de Ortopedia a Traumatologia (SBOT).

“Os jovens mudaram só o agente do perigo, mas continuam correndo riscos no trânsito ao andar ao lado de condutores que beberam antes de pegar o carro”, afirma Sérgio Franco, chefe do departamento de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do estudo, que ouviu, na semana passada, 1.034 universitários paulistanos e cariocas.

Para avaliar a mudança de postura quanto à direção “embriagada”, Franco comparou os dados do levantamento recente com os obtidos em pesquisa semelhante feita por ele em 2006, com o mesmo universo de estudantes pesquisados. “Percebemos que há avanços substanciais (após a Lei Seca), mas nos surpreendeu a quantidade de jovens que pegam carona com motoristas que beberam”, diz o pesquisador que hoje vai distribuir em 16 pontos de Porto Alegre (cidade que sedia o congresso) panfletos informando sobre os riscos de andar na companhia de pilotos embriagados. As informações são do Jornal da Tarde .

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