Estudo mostra que 51% das alunas da USP usaram pílula do dia seguinte

Mais da metade das estudantes da Universidade de São Paulo (USP) já usou a pílula do dia seguinte, revela pesquisa da Faculdade de Enfermagem da instituição. Foram ouvidas meninas matriculadas em todos os cursos, com menos de 24 anos e vida sexual ativa.

Agência Estado |

Do total, 51,7% recorreram ao método de contracepção de emergências, em especial, por medo de uma gravidez atrapalhar os planos de carreira.

Instruídas sobre como evitar um filho, mas vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, elas servem de espelho para o comportamento da nova geração. O estudo ouviu 555 universitárias e os resultados foram apresentados em outubro. Das jovens que tinham usado a pílula, 45% apelaram ao contraceptivo mais de uma vez, o que indica que a situação emergencial ocorreu com certa freqüência.

A insegurança com o método contraceptivo foi apontado por 30,9% das jovens que recorreram à pílula. Camisinha furada foi o motivo apontado por 35%, mas 17,6% disse que não usava nenhum tipo de artifício do chamado "sexo seguro" quando comprou o medicamento.

Segundo a doutora em saúde pública, Ana Luiza Vilela, essas garotas estão vulneráveis aos riscos de infecção por HIV. "Elas condicionaram o uso da pílula às falhas na prevenção durante o sexo." Ana Luiza destaca os motivos da inconsistência na proteção para um população tão escolarizada. "Só informação não basta. Não é algo racional, envolve emoção, circunstância, tesão. Tudo isso conta."

AE

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