Estudo indica uso de nanocristais para melhorar absorção de remédios

Para reduzir os problemas de má absorção de medicamentos pelo organismo uma alternativa será o uso farmacêutico de nanocristais. Essa tendência mundial foi apresentada essa semana pela fundadora do Laboratório de Tecnologia de Partículas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Maria Inês Ré, durante o Workshop Nanobio, na sede da entidade na capital paulista.

Agência Estado |

De acordo com informações da Agência Fapesp , Maria Inês disse que os estudos com nanocristais começaram a ser conduzidos em 2006.

A pesquisadora, que conduz atualmente um projeto de pesquisa no Rapsodee Research Centre, vinculado à École des Mines d'Albi-Carmaux, na França, apresentou parte de seus estudos naquele país, realizados em parceria com a indústria e o governo, relacionados com a formulação de novos medicamentos para o tratamento do câncer. Ainda segundo informações da Fapesp, cerca de 40% dos novos medicamentos formulados por laboratórios em todo o mundo não são aprovados nos testes clínicos por não serem absorvidos adequadamente pelo organismo humano.

Maria Inês disse que as pesquisas com nanocristais para farmacêutica é uma nova tendência estudada em alguns laboratórios pelo mundo e que o Brasil está na linha de frente ao lado de China, Japão e Estados Unidos, além de alguns países europeus. Ainda não há, segundo ela, produtos com essa tecnologia no mercado.

AE

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