Estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do Senado, revela o que desde março - quando teve início a crise institucional na Casa com a queda do então diretor-geral Agaciel Maia - vem sendo dito: a máquina administrativa está inchada. No diagnóstico, feito por 20 especialistas da FGV, é proposto, entre outras modificações, a redução das chamadas funções comissionadas, além de cortes nas diretorias das secretarias.

As gratificações das funções comissionadas, que se somam aos salários, variam, em média, de R$ 1,3 mil a R$ 2,4 mil, dependendo do cargo. Em geral, as vagas são preenchidas por meio de indicações políticas. O levantamento completo será entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pela própria equipe da FGV na próxima terça-feira, mesmo dia em que o senador promete apresentá-lo aos demais integrantes da Mesa Diretora e aos líderes partidários.

Coordenador do diagnóstico, o professor e diretor da fundação Bianor Cavalcanti afirmou que, no levantamento, não foi feita auditoria financeira na Casa. Até porque, disse ele, a FGV não tem mandato para isso. O que fizemos foi um trabalho profundo de reestruturação organizacional. E estamos sugerindo uma série de medidas, como a mudança nas gratificações", explicou ontem o coordenador ao Estado. Cavalcanti, no entanto, não quis falar em números. Ele destacou, porém, que os cortes são "substanciais e cuidadosos". A reportagem apurou que a proposta da instituição fala em redução de 38 para 20 no número de secretarias da Casa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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