Estudo da FGV diminui diretorias do Senado, mas não corta salários

BRASÍLIA - O Senado pode reduzir de 41 para sete o número de diretores da administração do parlamento. A reestruturação está prevista em um estudo enviado nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Carol Pires |

No início do ano, foi noticiado na imprensa que o Senado possuía 181 diretores. Mas, de acordo com a FGV, apenas 41 desses cargos eram efetivamente diretores, sendo o restante posições intermediários e assessorias.

Pela proposta entregue ao Senado, dentre os sete diretores que restariam, dois continuariam recebendo gratificação máxima (FC10) - o diretor-geral da Administração e o secretário-geral da Mesa. Os outros cinco receberiam aumento de salário, passando da categoria FC9 para FC9A, esta última ainda a ser criada.

Os demais 34 servidores que hoje ocupam cargos de diretoria, perderiam o status de diretor, mas continuariam recebendo a mesma gratificação FC9.

Segundo José Sarney, esta proposta é revolucionária. Eu acho revolucionário, que é a redução para apenas sete diretores. Isso acontecerá se implementarmos esta proposta, disse o presidente.

Questionado, o professor Bianor Cavalcanti, da FGV, afirmou, porém, que essa reestruturação das nomenclaturas dos cargos não acarretará redução na folha de pagamentos do Senado. O Senado Federal tem uma função muito importante. A Casa não pode se sujeitar a cortes pirotécnicos, justificou.

A economia prevista com o estudo é de R$ 650 mil mensais. Esse dinheiro, porém, será cortado em cargos comissionados que não os de diretoria. O organograma dos cargos que devem ter benefícios enxugados não foi apresentado nesta terça.

De acordo com José Sarney, a proposta da FGV ficará em consulta pública pelos próximos 30 dias.

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