Estudo com 417 crianças e adolescentes mostra que 94% têm enxaqueca

Lição de casa, horas em frente ao videogame e outras tantas navegando no computador. Pesquisa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, relaciona esses três fatores como potencializadores de uma doença antes sempre associada à população adulta.

Agência Estado |

O levantamento feito com 417 crianças e adolescentes que sofriam de dor de cabeça constatou que 94% deles têm enxaqueca e apenas 1% dos estudados apresentava problemas visuais, como exemplo miopia e astigmatismo.

Foram acompanhados meninos e meninas, com idade entre 6 e 16 anos, que apresentavam queixas recorrentes de dores neurológicas. Com as análises no Ambulatório da Infância do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, os pesquisadores traçaram quais eram as principais causas do problema.

Os resultados nos mostraram que enxaqueca é, sim, coisa de criança, muito mais freqüente do que se imagina, afirma autor do estudo, o neurologista Marco Antônio Arruda . Desencadeada, principalmente, após longos períodos de esforço visual, os médicos e professores costumam associar a dor de cabeça aos problemas oftalmológicos, quando, na verdade, eles se mostraram raros no ranking de causas.

Hereditariedade

A enxaqueca é uma doença hereditária que acomete, cerca de, 25% da população do País, segundo as estimativas da Academia Brasileira de Neurologia. Os principais sintomas são dores concentradas em um lado da cabeça, náuseas, sensibilidade a luz e barulho.

Na parcela infantil, as pesquisas sobre o assunto ainda são escassas, mais os dados epidemiológicos computados na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo já indicam que entre 11 e 12% dos meninos e meninas, a partir dos 10 anos, têm predisposição genética para o problema.

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