Estudo brasileiro pode ajudar no diagnóstico de sarcoma

Pesquisa desenvolvida ao longo de quatro anos no Hospital A. C. Camargo, na capital paulista, promete revolucionar o diagnóstico e o tratamento dos sarcomas de partes moles - grupo heterogêneo de tumores malignos que afeta tecidos conjuntivos, como cartilagem e gordura.

Agência Estado |

Foram investigados 4,5 mil genes de 102 amostras do banco de tumores do hospital e identificados marcadores genéticos que podem ajudar a diferenciar os mais de 50 subtipos de sarcoma e também a determinar o risco de metástase, que é quando o câncer se dissemina para outras partes do corpo.

Conseguimos isolar seis genes que acreditamos estar sempre presentes nos sarcomas de alto grau (grande risco de metástase) e outros seis que acreditamos estar presentes nos tumores agressivos localmente, explica Isabela Werneck, patologista responsável pelo estudo. Trabalhamos agora na validação funcional desses resultados com modelos animais.

Se a hipótese for confirmada, o estudo abrirá caminho para tratamentos que impeçam a expressão dos genes responsáveis pela metástase. Essa parte da pesquisa deve ser publicada no próximo mês na revista Translational Oncology, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

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