Estudo aponta riqueza de espécies em ilhas oceânicas

Apesar de contar com uma biodiversidade menor do que as áreas continentais, as ilhas oceânicas são áreas críticas para a preservação, pois possuem inúmeras espécies que não existem em nenhum outro lugar. Foi o que mostrou um estudo publicado ontem pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Agência Estado |

Os pesquisadores criaram um indicador - batizado de riqueza endêmica - para quantificar o número de espécies que vivem apenas em uma determinada região. Depois, dividiram o mundo em 90 áreas geográficas e calcularam o novo indicador para cada uma delas.

As ilhas oceânicas apresentaram uma riqueza endêmica nove vezes maior do que a de áreas continentais. Holger Kreft, coautor do estudo, considera prioritária a criação de parques nacionais para proteger essas áreas. As ilhas oceânicas constituem santuários com “relíquias” de linhagens evolutivas muito diferentes das que existem em outros lugares. O Brasil tem quatro arquipélagos oceânicos: Atol das Rocas, Fernando de Noronha, Trindade e Martin Vaz e o arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Fábio Mota, do programa Costa Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica, recorda que as novas espécies identificadas em ilhas costumam ser incluídas na lista vermelha da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) tão logo são descobertas. “Como vivem em um ambiente tão restrito já são consideradas criticamente em perigo, pois qualquer desequilíbrio pode causar sua extinção”, explica Mota. Ele também recorda que, no Brasil, 0,6% do mar territorial está protegido por alguma categoria de conservação. Apenas 0,1% recebe proteção integral que proíbe todo tipo de atividade predatória ou extrativista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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