Estudo aponta 45% dos paulistanos vivendo em áreas com saúde carente

Quase a metade dos 10,8 milhões de habitantes da capital paulista vive em áreas de alta necessidade de expansão dos serviços de saúde. É o que mostra o índice criado pela Secretaria Municipal de Saúde para orientar políticas públicas no setor, entre as quais a implantação das unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), uma das bandeiras da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Agência Estado |

De acordo com a terceira edição do Índice de Necessidades em Saúde (INS), publicada em junho, moram em distritos paulistanos com alto índice de problemas em saúde 4,9 milhões de pessoas, ou 45% da população. Esses moradores estão distribuídos entre os 30 distritos mais problemáticos, classificados como de “alta necessidade em saúde”.

Concebido em 2007 por técnicos da secretaria e calculado a partir de 20 indicadores da área, o INS é considerado o mais completo medidor setorial já feito pela Prefeitura. Para comparar 96 distritos, o índice adota metodologia semelhante àquela em que se baseia o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização Mundial de Saúde.

No ranking formado pelo INS, além das 30 áreas mais problemáticas, 47 distritos foram classificados como de “média necessidade” e 19, como de “baixa necessidade”. Por “necessidade”, entenda-se demanda de serviço ou de atendimento. Os 20 indicadores que formam o Índice de Necessidades em Saúde contemplam, por exemplo, proporções de gestantes adolescentes e de pré-natal inadequado, taxas de mortalidade de adultos e idosos por acidente e coeficientes de mortalidade infantil e de doenças de notificação compulsória, como dengue e tuberculose. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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