Estudantes lavam entrada do Banco Central pedindo juro menor

Manifestação da UNE promovida em Brasília contou com participação de 2,5 mil pessoas; entre elas, a líder chilena Camila Vallejo

iG Brasília |

Alan Sampaio / iG Brasília
A líder estudantil chilena, Camila Vallejo, participou da lavagem da entrada do BC
Uma passeata com 2,5 mil estudantes, segundo a Polícia Militar, marchou do Banco Central até o Congresso Nacional, em Brasília, para pedir juros menores e mais recursos para a educação no Brasil.

A manifestação, organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), contou com Camila Vallejo , presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), que ganhou notoriedade nos últimos meses em protestos de univesitários do país contra o governo federal.

Camila, conhecida internacionalmente por sua beleza, disse ao iG que são as ideias que estão mobilizando a população de seu país a lutar pela gratuidade das universidades e melhoria do ensino. “Se está ganhando a batalha das ideias, isso é o importante”.

A caminhada encerrou o movimento "agosto verde e amarelo" da UNE, que contou com manifestações espalhadas pelo Brasil ao longo deste mês. Nas manifestações, pediu-se que o governo dedique 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a investimentos em educação, além de dedicar 50% do Fundo Social que será municiado de recursos da exploração do pré-sal, entre outras demandas.

No carro de som que liderou a passeata, os líderes estudantis usaram o microfone para classificar como "absurdo" o nível da taxa de juro no país, em 12,5% ao ano. Hoje é o dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define uma nova taxa básica de juros .

A estudante Tamara Gonçalves, 15 anos, espera que os diretores do BC responsáveis pela definição da taxa levem em consideração a pressão para que haja queda dos juros. Mesmo sem conseguir explicar bem o significado de termos econômicos como PIB e taxa Selic, Tamara acredita que é importante participar dessas manifestações em defesa de melhorias no país, sobretudo em busca de uma educação de qualidade. “A educação no Brasil é precária”, acrescentou.

A estudante Camila Fernandes, 13 anos, contou que foi convencida pelo professor de filosofia a participar da manifestação. “Se a gente não lutar, ninguém vai lutar por nós”, destacou.




* Com informações da Agência Brasil

    Leia tudo sobre: unevallejopasseatamarcha dos estudantesjuro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG