Cerca de 400 estudantes da Universidade de São Paulo (USP) bloquearam o portão 1 da Cidade Universitária por volta das 16 horas, num protesto contra o curso de graduação a distância recém-criado pela universidade. Depois eles fecharam o cruzamento das Ruas Alvarenga, uma das principais vias do Butantã, e Afrânio Peixoto.

Carros e ônibus ficaram parados. Motoristas desceram para discutir com alunos, enquanto outros apelaram para um buzinaço. Treze homens da Tropa de Choque da PM foram ao local e conseguiram liberar duas faixas da Alvarenga. Os alunos, então, recuaram.

Os manifestantes exibiram faixas contra a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), programa da Secretaria de Ensino Superior do Estado que coordena cursos à distância oferecidos pela USP, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Eles gritaram slogans contra a reitora da USP, Suely Vilela, como “Suely, a culpa é sua, hoje a aula é na rua” e “Suely, polícia não. A Univesp não é educação”.

No início da tarde, alunos colocaram uma faixa de 18 metros na Torre do Relógio, com os dizeres “Fora PM!”. “Pusemos a faixa aqui porque é uma ação mais contundente, dá para ver de qualquer parte do câmpus”, disse um estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP que se identificou apenas como Julio.

Greve

Funcionários da USP decidiram manter a greve da categoria, iniciada há quase um mês, numa “assembleia” realizada às 12h30. O número de participantes do evento foi baixo, cerca de 200 pessoas. “Hoje é dia de pagamento”, tentou justificar Anibal Cavali, diretor de base do sindicato dos funcionários da USP. “O pessoal pega o dinheiro e sai para pagar contas.”

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