SÃO PAULO - Centenas de estudantes protestam na tarde desta sexta-feira em frente à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. Com máscaras dos personagens da Disney, Mickey e Minnie Mouse, faixas e músicas de protesto e vigiados por policiais, os estudantes pedem a renúncia do reitor Ulysses Fagundes Neto, acusado de ter pago viagens ao exterior com cartão corporativo.

As máscaras de personagens da Disney são um protesto para lembrar um dos gastos do reitor feito em outubro de 2006, quando ele viajou para Orlando, nos Estados Unidos e se hospedou em hotéis da Disney World. Para a Unifesp, esta viagem foi previamente autorizada porque neste período o reitor participava do Congresso da Sociedade Norte-Americana de Gastroenterologia Pediátrica, Hepatologia e Nutrição.

Os estudantes querem a renúncia do reitor. Para que a universidade prossiga com suas atividades normais. Porque a posição hoje do reitor, para os estudantes, é insustentável, disse Tiago Cherbo, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

O reitor alega ter cometido um equívoco e já ter devolvido os cerca de R$ 85 mil gastos no cartão corporativo entre junho de 2006 e dezembro de 2007, inclusive o valor a que teria direito nas diárias. O reitor é credor da União e buscará, conforme orientação técnica da Procuradoria da Universidade, ressarcir-se de despesas que esta considera elegíveis, como gastos em jantares relativos à recepção de delegações acadêmicas estrangeiras, com as quais a Unifesp mantém intercâmbio científico, diz nota da procuradoria.

Mais tarde, os estudantes dos cinco campi da Unifesp se reunirão em assembléia para decidir sobre os protestos que serão realizados. Na última assembléia, feita na noite de quarta-feira (16), a maioria dos estudantes decidiu pela renúncia do reitor e pela não-ocupação da universidade. Além disso, desde ontem (17) os estudantes não assistem às aulas.

Ontem (17), em nota divulgada à imprensa, a Procuradoria da Unifesp disse que em momento algum o reitor Ulysses Fagundes Neto causou prejuízos aos cofres públicos e tampouco praticou quaisquer irregularidades.

(Com informações das agências Brasil e Estado)

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