Estudante que morreu em cruzeiro universitário é enterrada em Bauru

SÃO PAULO - O corpo da estudante de direito Isabella Baracat Negrato, de 20 anos, que morreu a bordo de um cruzeiro universitário na sexta-feira, foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério da Saudade, em Bauru, a 329 quilômetros de São Paulo. A causa da morte ainda não foi confirmada.

Agência Estado |

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Navio MSC Opera em que a estudante morreu

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o delegado do 1º Distrito Policial de Ilhabela, José Luiz Tibiriçá, pediu que o corpo da vítima fosse examinado por peritos do Instituto Médico Legal (IML) de São Sebastião. O resultado do exame deve ser liberado em 30 dias. O delegado quer se manifestar apenas após a divulgação do resultado, já que a Polícia Civil considerou a morte "suspeita" e espera a conclusão da investigação.

A jovem estava no navio MSC Opera, fretado pela empresa Forma Eventos para o cruzeiro. Quando passou mal, foi atendida pelo corpo de médicos do navio e, ao ser verificada a gravidade do caso, foram chamados policiais federais, que constataram a morte e ouviram amigos da vítima.

Também foi feita uma revista na cabine da estudante, com a presença do comandante do navio e de uma amiga da jovem. Segundo o boletim de ocorrência, a cabine já havia sido arrumada e esvaziada. Nada suspeito foi encontrado no local.

Tragédia em cruzeiro

O MSC Opera partiu do Porto de Santos em direção ao Rio de Janeiro na última quinta-feira com 1.800 passageiros. Em nota à imprensa, a companhia MSC Cruzeiros, proprietária do navio, disse que Isabella Negrato "não se sentiu bem" e foi levada, por volta das 16h30, para o centro médico do cruzeiro.

A empresa afirma que "prestou todo o atendimento necessário e, em respeito e solidariedade à família da hóspede, não comentará detalhes do falecimento". Ainda de acordo com a MSC Cruzeiros, "o médico responsável, vendo a situação delicada, solicitou o desembarque imediato. Porém a passageira veio a falecer durante o desembarque".

Isabella era a mais velha das duas filhas do médico endocrinologista Carlos Antonio Negrato e cursava Direito na Instituição Toledo de Ensino, em Bauru. Segundo o primo da vítima, Rogério Negrato Castro, a jovem era saudável e não apresentava qualquer indício de ser usuária de drogas.

Castro disse que a família buscará saber se ela teria ingerido grandes quantidades de álcool e, principalmente, se ingeriu drogas e em que condições isso teria ocorrido. Mediante o apurado, deverão ser cobradas responsabilidades da armadora em relação aos passageiros que transporta.

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