Estudante confessa assassinato de professor em faculdade de BH

Aluno alega que estava sendo perseguido, mas que não tinha intenção de matar

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O estudante acusado de matar um professor de educação física dentro da Faculdade Isabella Hendrix, no bairro de Lourdes, região centro-sul de Belo Horizonte, foi ouvido durante cerca de quatro horas no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, após ser preso durante a madrugada. Segundo a polícia, Amilton Loyola Caires, de 23 anos, confessou que matou Kássio Vinicius Castro Gomes, de 39 anos. 

O aluno alegou que era perseguido pelo professor, com o qual já teria tido um atrito anteriormente. O depoimento de Amilton foi acompanhado por seu advogado, Bruno Mansur Baratz, que alegou aos policiais que o estudante é esquizofrênico e toma remédios controlados.

O professor foi morto a facadas no corredor da Faculdade Izabela Hendriz, na zona centro-sul da capital, no início da noite desta segunda-feira, pouco antes do começo das aulas. Amilton, preso em flagrante, vai ser encaminhado para o Centro de Remanejamento de Presos da Gameleira.

AE
Jovem foi preso acusado de matar professor de faculdade em Belo Horizonte

A polícia vai investigar agora a real motivação do crime, já que a princípio o estudante teria matado o professor porque ficou descontente com uma nota dada por ele, e que acabou resultando na reprovação do aluno. Mas Amilton alegou nesta quarta-feira para a polícia que este não foi o motivo de sua ação e que não tinha intenção de matar.

"Ele nega que o motivo do crime tenha sido por causa de uma nota. Fala que, na verdade, o ato de fúria foi decorrente de um atrito que ele já tinha com esse professor que estaria fazendo perseguições diversas a ele", explicou o delegado da homicídio Breno Pardini. O delegado ainda afirmou que o estudante disse em depoimento que levou a faca usada no crime dentro da mochila, mas que queria apenas impor respeito e não matar o professor.

O advogado Nelson Leão, amigo da família de Amilton, conversou com o estudante que, segundo ele tem sofrimento mental e toma remédios controlados. "Ele é esquizofrênico e tem transtorno bipolar. Não pode ser responsabilizado judicialmente pelo crime. A família está desolada, principalmente a mãe dele, que se diz morta com a notícia da prisão do filho", revelou Leão.

Sepultamento

O corpo do professor de educação física Kássio Vinicius Castro Gomes, de 39 anos, vai ser velado a partir das seis horas da tarde desta quarta-feira (08/12) no Ginário Poliesportivo de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. O sepultamento vai ser realizado nesta quinta-feira (09/12), às duas horas da tarde, no Cemitério Parque da Cachoeira, também na cidade de Betim.

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