Estresse dificulta decisão familiar de doar órgãos, afirma estudo

Dúvidas sobre a morte encefálica e estresse causado pela liberação do corpo são apontados como principais fatores que influenciam familiares sobre a doação de órgãos de parentes mortos, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo http://www.usp.

Agência Estado |

br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=23025" target=_blank (Fapesp) . Um estudo realizado pelo enfermeiro Valdir Moreira Cinque, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), aponta ainda que consenso familiar, altruísmo e saber o desejo do doador em vida facilitam a doação.

Cinque acompanhou o processo de doações realizadas em 2007, na Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O enfermeiro entrevistou 16 familiares e percebeu que o estresse é causado pelo atraso na liberação do corpo, por receberem a notícia da morte de forma inadequada e por estarem insatisfeitas com o atendimento prestado pela equipe de saúde.

Entre os entrevistados, 11 familiares afirmaram que não tiveram dificuldades para a tomada de decisão sobre a doação. Dez deles apontaram como fator facilitador a preocupação com os receptores e suas famílias. Outras 5 pessoas responderam que saber a vontade do doador facilitou a doação. Dentre os entrevistados, 3 tiveram dificuldades em doar por haver familiares contrários à doação e 2 responsáveis explicaram que não estavam certos da morte encefálica.

AE

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