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ESTRÉIA-Mulheres armam golpes contra banco em Loucas por Amor

SÃO PAULO (Reuters) - Em tempos de recessão nos Estados Unidos, a classe média vai à luta na comédia Loucas Por Amor, Viciadas em Dinheiro, que estréia em circuito nacional nesta sexta-feira. Como acontecia em As Loucuras de Dick e Jane (2005), a comédia mostra ex-ricos enfrentando a crise econômica de maneira criativa e pouco idônea.

Reuters |

Don (o veterano Ted Danson, de 'Três Solteirões e um Bebê') e Bridget Cardigan (Diane Keaton, de 'Alguém Tem que Ceder') são um casal bem de vida. Até o dia em que ele perde o emprego e revela que estão afundados em dívidas.

Sem muita experiência ou qualificação, a única saída para ela é aceitar um trabalho de faxineira numa espécie de Banco Central dos Estados Unidos.

Entre outras atividades desempenhadas no local, está a destruição de cédulas velhas e gastas que serão substituídas por novas. Como se sabe, a tentação dos empregados pode ser grande. Por isso, o local é vigiado por diversas câmeras e todos são revistados antes de sair.

Bridget, que é ingênua mas não tem nada de tonta, arma um plano para desviar algumas notas da destruição. Para isso, precisará de cúmplices.

Nina (Queen Latifah, 'Chicago') é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar o filho pequeno. A princípio, ela não se empolga em participar do golpe. Com o tempo, percebe que tem poucas chances de dar errado, já que ninguém vai perceber a falta do dinheiro uma vez que, teoricamente, ele será destruído.

A terceira peça é Jackie (Katie Holmes, de 'Batman Begins'), uma menina avoada, mas de bom coração, que entra na tramóia meio por acaso. E, como as tentações são maiores do que o planejado, as moças não se contentam em pegar o dinheiro apenas uma vez.

Com em todos filmes de golpe, a parte mais interessante é o planejamento e a execução do roubo. Aqui, a diretora Callie Khouri ('Divinos Segredos') e o roteirista Glenn Gers deixam o plano fluir naturalmente.

A presença de Callie parece adicionar uma aura de pós-feminismo ao filme. Ela é, afinal, a roteirista premiada com o Oscar por 'Thelma & Louise' (1991), um filme que claramente diz às mulheres para irem à luta.

Aqui, realmente, as mulheres estão à frente da ação. Os homens são meros coadjuvantes no golpe orquestrado e executado pelo trio.

(Alysson Oliveira, do Cineweb)

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