É uma mistura de Big Brother com No Limite. Em busca de um prêmio polpudo, as pessoas ficam dias confinadas sob o monitoramento de um computador.

Mas é o de melhor performance física quem derruba o adversário e continua na briga. Nada de romance ou regalias como banho de piscina, bebedeira em festas glamourosas ou passeio pela orla do Rio. Só leva R$ 50 mil em barras de ouro para casa o que melhor conviver sozinho, em um quarto sem camas, sem banho e sem janelas para ver a luz do dia. A rotina de tortura estreia hoje, às 22 horas, no SBT, no reality show "Solitários".

Denis Salles, que já coordenou os programas "Astros", "Ídolos" e "O Grande Perdedor", todos no SBT, é quem organiza a adaptação. Com o objetivo de ultrapassar "A Fazenda", da Record, ele escalou nove estereótipos nada habituais para o confinamento. No time das mulheres, uma modelo homossexual criada num colégio de freira, uma dançarina de pole dance que apanhava do marido e uma ex-moradora de rua. No elenco masculino, há um professor de educação física abandonado pelo pai ainda bebê. "Quanto mais perfis diferentes colocamos, mais podemos ser surpreendidos", explica Salles.

O regime em "Solitários" é quase militar. Os participantes só se sentam, deitam no chão ou usam o banheiro com a autorização do computador, nomeado de Val - mesmo nome usado nas exibições do reality nos Estados Unidos e na Alemanha. Salles escreve o que a máquina deve dizer e uma locutora faz a comunicação com os enclausurados. No cardápio, nada de doces ou pratos de requinte. "Não será um atendimento de hotel cinco estrelas. Será servido arroz e feijão."

A cada atração, os jogadores enfrentam duas provas: uma de imunidade e uma de eliminação. Em nenhuma delas, os competidores sabem do resultado do outro. Para evitar possíveis problemas no cubículo do SBT, a produção disponibiliza atendimento médico completo: uma ambulância 24 horas e um psicólogo. Segundo Salles, durante a primeira temporada da atração, gravada no final de 2009, ninguém ‘surtou’ ou fez uso dos recursos. Quem quiser abandonar a disputa, só precisa pressionar um botão vermelho, instalado em cada um dos quartos. Na primeira edição, o mais resistente ficou 20 dias preso e, claro, sem tomar banho. As informações são do Jornal da Tarde.

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