Estreia hoje nos cinemas o filme Che , dirigido por Steven Soderbergh ( Traffic , Erin Brockovich e Solaris ), com o ator Benicio Del Toro interpretando o lendário guerrilheiro. O longa tem um atrativo extra para o público brasileiro, a participação de Rodrigo Santoro, no papel de Raul Castro, irmão de Fidel Castro.

Che é um filme com mais de 4 horas de duração, dividido em duas partes: Che - O argentino , que estreia hoje no País, e Che - A Guerrilha , ainda sem data definida.

Neste primeiro filme, acompanhamos a construção do mito. O médico Ernesto Che Guevara encontra-se com Fidel Castro para traçar as diretrizes daquilo que seria a Revolução Cubana. De cara, encontramos um Guevara dividido entre o homem impetuoso e sua formação intelectual. Tal nuance foi bem encaminhada por Del Toro. Em entrevista coletiva em São Paulo, concedida durante a Mostra Internacional de Cinema (em novembro de 2008), o ator deu a pista. "Entendi que ele, além do revolucionário, também era um intelectual. Isso faz dele um personagem interessante, multifacetado."

Che bateu a bilheteria dos blockbusters de fim de ano na Espanha e, nos Estados Unidos, encontrou seu público na costa Oeste e na Leste. Em Los Angeles, as duas partes foram lançadas simultaneamente. "O filme foi bem nos EUA", regozija-se Santoro, que acompanha a performance de Che ao redor do mundo. Ele sabe que a primeira parte do filme é polêmico. "Para muita gente, Che é um herói; para outros, um assassino. Steven (Soderbergh) não quis reforçar uma visão nem a outra. Ele busca o homem, o ser humano."

A continuação de Che não deve demorar a estrear nas salas brasileiras. No próximo filme, veremos um Che tentando repetir o êxito da revolução cubana na Bolívia. Ainda assim, os dois filmes podem ser vistos como obras independentes. As informações são do Jornal da Tarde.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.