O nível da água ainda não baixou em muitos locais e o risco de novos deslizamentos de terra faz com que as principais estradas do Estado do Rio de Janeiro continuem com interdições parciais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A situação é bastante complicada para o motorista nesta quinta-feira.


Arte iG

Na Rio-Santos (BR-101-Sul) uma pedra de grandes proporções rolou na madrugada de terça para quarta-feira e chegou a fechar completamente a via em ambos os sentidos na altura do quilômetro 450, em Mangaratiba. Conforme informações da PRF, nesta quinta-feira, agentes realizam um esquema de pare e siga nos quilômetros 450, 477, 486, na região de Angra dos Reis, onde há bloqueios parciais. Chove intensamente na região de Costa Verde e o risco de novas quedas de barreiras é grande, segundo a PRF.  O fluxo de veículos é intenso e há retenções em diversos pontos da via.

A concessionária Concer informa que foi reaberto, nesta quinta-feira, o retorno do km 114 (sentido RJ) da rodovia Washington Luiz (BR-040), em Duque de Caxias. Ele estava fechado desde terça-feira em razão de alagamentos. Na Serra de Petrópolis, trechos dos kms 94, 91 e 83 (no sentido Juiz de Fora) e do km 78 (sentido Rio de Janeiro) permanecem em meia pista por causa de quedas de barreira. Na região, o motorista encontra chuva fina e visibilidade parcial. Já na Baixada Fluminense, há retenção a partir do km 124, no sentido Rio, por causa de congestionamento na Avenida Brasil.

Na rodovia Magé Manilha (BR493), a pista continua interditada na altura do km 10, em Guapimirim.

Conforme a PRF, a rodovia Niterói-Manilha apresenta pontos de congestionamento em toda a sua  extensão em razão do excesso de veículos. Muitos carros são desviados para o local em razão de bloqueios em outras rodovias.

A RJ 106 também está complicada nesta manhã, segundo a Polícia Rodoviária Estadual. A via está totalmente interditada sentido região dos Lagos, do km 1 ao 8, em razão da queda de barreira. Os motoristas devem optar por outras rodovias, como a BR 101. No sentido Rio de Janeiro, o tráfego flui por apenas meia pista.

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AE
Homens do Corpo de Bombeiro trabalham no resgate em novo deslizamento

Homens do Corpo de Bombeiro trabalham no resgate de vítimas em Niterói

Na terça-feira, o Rio de Janeiro viveu um dia de caos por causa da chuva. As aulas foram suspensas, serviços públicos tiveram o expediente cancelado, o aeroporto Santos Dumont ficou fechado durante boa parte da manhã e empresas cancelaram a venda de bilhetes com destino para o Rio. Pessoas que saíram para trabalham não conseguiram voltar para a casa.

Em 24 horas, o número de mortos superou o registrado nos quatro meses de verão em São Paulo .

Na noite da quarta-feira, a tragédia tomou proporções ainda maiores. Um deslizamento de grandes proporções atingiu entre 40 e 50 casas no morro do Bumba, em Niterói, por volta das 20h50. Conforme o Corpo de Bombeiros,  até 200 essoas estão soterradas no local . Mais de 160 pessas morreram .


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