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Estilo de vida e genética influenciam diagnóstico da enxaqueca

Estilo de vida e genética influenciam diagnóstico da enxaqueca Por Adriana Bifulco São Paulo, 12 (AE) - Dores de cabeça, enjôos, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros. Crises que podem durar entre três horas e três dias.

Agência Estado |

A enxaqueca é um castigo para milhares de pessoas que têm suas vidas dificultadas por essa dor que é um verdadeiro pesadelo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Enxaqueca, existem 13 tipos diferentes de dores de cabeça. A enxaqueca é definida por seus sintomas, sendo que o paciente deve apresentar pelo menos cinco crises em somente um lado da cabeça.

Os especialistas sempre levam em conta a predisposição genética, mas os fatores ambientais ou comportamentais são cada vez mais valorizados na formação do diagnóstico, já que hábitos e estilos de vida têm papel fundamental no agravamento do problema.

"Os hábitos de vida influenciam o desequilíbrio químico cerebral da enxaqueca. Quando modificados, eles podem influenciar em direção ao reequilíbrio. Esse tipo de ação, em conjunto com o tratamento, é na minha opinião o melhor tratamento", afirma o médico Alexandre Feldman, autor do livro "Enxaqueca - Só Tem Quem Quer".

Os fatores que desencadeiam a enxaqueca são os mais variados, como menstruação, nervosismo, consumo de álcool e mudanças no tipo de alimentação e no tempo de sono entre outros.

Alguns fatores não chegam a desencadear diretamente uma crise, mas influenciam na quantidade de substâncias químicas do cérebro que, quando em desequilíbrio, levam à manifestação do problema. Entre essas substâncias estão a serotonina, a dopamina e a noradrenalina, além de hormônios como o cortisol e progesterona.

Sendo recorrente, a enxaqueca também acarreta estigma para o doente, que muitas vezes fica em descrédito nos ambientes familiar e profissional, sofrendo descriminação. A partir daí, acaba abusando dos analgésicos e tornando-se dependente destes, que com o tempo deixam de fazer efeito.

Conhecer a relação entre os hábitos do paciente e sua química cerebral é essencial para o sucesso do tratamento. O médico faz intervenções para aliviar os sintomas, mas a cura está dentro de cada pessoa. O que pode influenciar e reverter o mal são ações da própria pessoa, baseadas no conhecimento.

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