Estilo de vida ativo pode reduzir prevalência de doenças, diz médico

A pesquisa do Programa Agita São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde, revelou que o número de pessoas que não pratica exercícios caiu 72%, de 2002 para 2008. Segundo o estudo, feito em 25 municípios do Estado com 8 mil pessoas, com idades de 14 a 88 anos, os sedentários são 2,7% da população - número baixo e que surpreende.

Agência Estado |

"Os dados devem ser celebrados", diz o coordenador do Agita São Paulo, o médico Victor Matsuda. "A mudança para um estilo de vida mais ativo pode provocar diminuição da prevalência de doenças crônicas e do coração."

De acordo com Timóteo Araújo, assessor científico do Agita São Paulo e um dos autores do estudo, a pessoa sedentária é aquela que não faz nem 10 minutos de exercício físico por dia, cinco vezes por semana. Nesse critério entram atividades que passam longe de uma academia de musculação, como uma caminhada até o ponto de ônibus ou pelo parque. Acima disso existe o grupo dos praticantes irregulares de exercício e os regulares - que podem ser ativos e muito ativos, e também registraram aumento.

Para a obtenção de benefícios à saúde, porém, sair do sedentarismo não é o suficiente. Só a prática regular evita riscos de doenças como diabetes, hipertensão ou ataques cardíacos, o que se consegue com pelo menos 30 minutos cinco vezes por semana. "A atividade física regular melhora a dilatação das artérias e diminui o estresse oxidativo", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Antônio Carlos Chagas. Traduzindo: mexer o corpo evita o acúmulo de gordura nas artérias, que provoca enfarte e AVC, entre outras doenças.

O outro benefício da atividade física, a perda de peso, se consegue quando a duração do exercício é superior a uma hora, seja caminhada de média intensidade, corrida, natação, ioga, musculação, entre outras. "Tem de ser todo dia", reforça Araújo. O mais importante, porém, independentemente dos motivos que levam alguém a abandonar a preguiça, é escolher uma atividade prazerosa. "Ninguém deve entrar numa aula de ginástica com música alta se odeia isso", diz o preparador físico da Pelé Club José Alexandre Filho. "Cada um tem de buscar a atividade no seu perfil."

Humberto Maia Junior

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