Estilista Tom Ford exibe seu primeiro filme no Festival de Veneza

Na véspera do encerramento do Festival de Veneza, o estilista Tom Ford apresentou nesta sexta-feira seu primeiro filme, A single man, que concorre ao Leão de ouro.

AFP |

Estilista influente e empresário de sucesso, o americano Tom Ford, ex-diretor artístico das marcas Gucci e Yves Saint Laurent, apostou numa adaptação de um romance do britânico Christopher Isherwood para se lançar na sétima arte.

"A single man" traça o perfil de George Falconer, um professor de universidade de idade avançada (Colin Firth) cujo companheiro morre em um acidente de carro.

Oito meses mais tarde, George ainda sofre e perdeu o gosto de viver, apesar do reconforto de sua velha amiga Charley (Julianne Moore), ela também uma solitária.

Testemunha desta tragédia, um belo aluno resolve se aproximar do professor.

"A single man" abusa um pouco nas cores. Reconstituído com cuidado, mas sem grande originalidade, o filme se passa em 1962 durante a crise dos mísseis em Cuba e evoca também a reprovação social ligada à homossexualidade invisível da época.

Este ano em Veneza "poucas produções foram unanimidade, tanto junto aos críticos e ao público", apesar de longas como "Lebanon", "Lola", "Life during wartime" ou "Lourdes" aparecerem como os favoritos da crítica, conforme afirma o jornal Il Gazzetino de Venise.

Muito aplaudido, o filme israelense "Lebanon" de Samuel Maoz era o favorito entre os dez sondados pela revista especializada Variety, à frente de "Life during wartime", do americano Todd Solondz, e "Lourdes", da austríaca Jessica Hausner.

Com relação aos prêmios de interpretação, os nomes de Isabelle Huppert, Sylvie Testud e Margherita Buy circulavam com bastante frequência, e com relação aos homens, os favoritos são Viggo Mortensen ou Michael Shannon.

Ainda existe o problema de "Baaria", do siciliano Giuseppe Tornatore, afirma o Il Gazzetino, "um filme caro (35 milhões de euros) e cuja ampla difusão se beneficiou de um reconhecimento local".

Apesar de uma obra pouco sedutora, insiste o jornal, o júri pode sofrer pressões externas, "algo que nunca faltou em Veneza".

Revelado na véspera, o segundo filme surpresa do festival, "Lola", retrata a face sombria das Filipinas, "a corrupção, a ilegalidade e a vida difícil das pessoas mais velhas que, em meu país, são os pilares da família", explicou à imprensa o cineasta Brillante Mendoza.

ref/lm

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