Estátua decapitada de Hitler em museu alemão será reparada

A estátua de cera de Adolfo Hitler, decapitada por um visitante no sábado passado, durante a inauguração do museu da Madame Tussauds em Berlim, será reparada depois de uma avaliação dos danos, informou um porta-voz do lugar, acrescentando que ainda não se decidiu se voltará a ser exibida.

AFP |

Durante a inauguração do museu de cera um berlinense de 41 anos empurrou a pessoa que queria impedi-lo de tocar a estátua e conseguiu arrancar a cabeça de Hitler, em protesto contra a exposição da estátua. O museu abriu um processo contra ele por "degradação de material e ferimentos corporais".

Exibida atrás de uma mesa, para impedir que os visitantes tirassem fotos ao seu lado ou a danificassem, a estátua já vinha suscitando muita polêmica e indignação entre algumas autoridades políticas.

Para não dar a impressão de que glorificaria o ditador, os criadores do museu representaram o líder nazista como um "homem acabado", em uma reconstituição do bunker onde passou seus últimos dias e se matou no dia 30 de abril de 1945.

Com ar derrotado, o "Führer" do museu berlinense tinha um aspecto degradado em comparação a sua cópia mais jovial apresentada no museu Madame Tussauds de Londres.

A estátua do ditador estava entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da história alemã e mundial, entre elas a do ex-chanceler Helmut Kohl.

Kohl, ex-dirigente conservador, de 78 anos, gerou outro escândalo na abertura do museu, declarando ao jornal Bild "nunca ter dado sua autorização" para que sua imagem fosse exposta no museu de cera.

pan/cn

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