Promotores americanos decidiram abrir investigação criminal contra Edir Macedo e mais nove representantes da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo reportagem do Jornal Nacional, eles são suspeitos de estelionato, de desvio de recursos e de lavagem de dinheiro em território americano.

As investigações serão realizadas em Nova York e comandadas pelo chefe da Divisão de Combate a Fraudes e a Crimes Financeiros, Adam Kaufmann.

Segundo a reportagem, a investigação quebrará o sigilo das contas bancárias de cinco empresas ligadas à Universal: duas estão registradas em um prédio em São Paulo, outra é a Rede Record de Televisão, e as outras duas são a Investholding e a Cableinvest. Segundo o Ministério Público de São Paulo, elas fazem parte do esquema de desvio de doações da igreja.

O dinheiro doado pelos fiéis da igreja estaria sendo desviado para empresas brasileiras ligadas à Universal e enviado para as contas da Investholding e da Cableinvest em paraísos fiscais. O dinheiro voltaria na forma de empréstimos para a compra de bens como propriedades. O dinheiro da igreja serviria, portanto, para enriquecimento pessoal.

O advogado de Edir Macedo e da própria igreja, Arthur Lavigne, disse não ter conhecimento da cooperação entre autoridades brasileiras e americanas.

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