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Estados amazônicos terão projetos para explorar biocosméticos

Uma das grandes promessas não cumpridas da ciência brasileira sobre a biodiversidade da Amazônia é a descoberta de moléculas terapêuticas na natureza. Apesar do vasto conhecimento tradicional disponível sobre o uso de ervas e outras substâncias medicinais da floresta, o País nunca desenvolveu um medicamento com base na fauna e flora locais.

Agência Estado |

As possibilidades, segundo os pesquisadores, são imensas. Cerca de metade das drogas desenvolvidas até hoje no mundo ou utilizam ou são derivadas de produtos naturais. Enquanto os “biomedicamentos” não chegam, os Estados da Amazônia miram seus investimentos em um alvo mais simples: os “biocosméticos”.

Uma parceria lançada em maio pelas instituições de fomento à ciência do Amazonas, Pará, Maranhão, Acre e Tocantins vai financiar projetos de pesquisa aplicada ao desenvolvimento de cosméticos derivados da biodiversidade. O primeiro edital da Rede Amazônia de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosméticos (Redebio) é de R$ 6,3 milhões, com foco em quatro produtos: copaíba, andiroba, castanha e babaçu. “São produtos que já estão no mercado, mas não têm certificação, não têm competitividade”, diz o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), Ubiratan Bezerra. Ele enfatiza que a rede vai trabalhar em forte sincronia com a indústria. “O objetivo não é fazer pesquisa acadêmica, é transferir tecnologia”, diz. “Se a pesquisa não chegar às empresas, a rede não faz sentido.”

AE

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