Estado do Rio tem 80a morte por dengue; casos superam os d 200

Por Pedro Fonseca RIO DE JANEIRO (Reuters) - O número de casos de dengue notificados no Rio de Janeiro este ano supera em quase 9 mil o total de 2007, informou nesta quinta-feira a Secretaria Estadual de Saúde, que confirmou a 80a morte em decorrência da doença no Estado.

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No ano passado, 66.553 pessoas contraíram dengue no Rio, com 31 óbitos, ante os 75.399 casos de dengue notificados oficialmente até esta quinta-feira. Além das 80 mortes, outras 79 estão sendo investigadas por suspeita de dengue.

Na capital, onde já ocorreram 47 mortes pela doença este ano, os 45.463 casos superam em muito os 25.107 do ano passado, quando 26 pessoas morreram na cidade no ano inteiro.

Desta vez, a enfermidade tem se mostrado mais letal do que em 2002, quando aconteceu a pior epidemia de dengue no Estado.

Naquele ano, aconteceram 288.000 casos e 91 mortes ao longo do ano, mostrando uma letalidade inferior à atual.

'O último aumento não indica que tenha se agravado, já que as mortes não aconteceram nos últimos dias, mas sim foram confirmadas agora como causadas pela dengue', disse um funcionário da Secretaria de Saúde do Estado por telefone.

Entretanto, a epidemia está sendo mais grave do que a de 2002 porque predomina o tipo 2 do vírus, que resulta na altamente letal dengue hemorrágica, segundo a secretaria.

A faixa etária entre 15 e 49 anos é a mais afetada, mas a dengue provocou mais mortos por enquanto em crianças de até 15 anos, com um total de 35 mortes, informou a secretaria em seu último relatório oficial de casos de dengue.

Nesta semana, o Exército iniciou uma operação de combate a focos de reprodução do mosquito 'Aedes aegypti' nas ruas do Rio de Janeiro, mas especialistas acreditam que a medida não tem validade efetiva.

Uma vez que a epidemia já está instalada, seria necessário matar o mosquito adulto com o uso de inseticidas, segundo pesquisadores, mas apenas 17 fumacês (carro usado no combate ao mosquito) estão em ação na cidade -- menos da metade dos 35 que operaram em 2002.

As autoridades fluminenses esperam que, além das medidas emergenciais tomadas para deter a doença, a queda de temperatura nos próximos meses, depois de um verão quente e úmido, ajude a conter a epidemia.

Em 2002, os casos caíram abruptamente a partir de abril.

Enquanto março teve 99.861 casos notificados, em abril o número caiu para 31.642, e em maio foram 7.208.

'Quando baixar a temperatura, o clima vai favorecer na contenção da epidemia', disse a fonte da secretaria.

(Com reportagem de Julio Villaverde)

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