O Estado de São Paulo vai começar a testar um exame para diagnóstico de dengue sete vezes mais rápido do que o tradicional. Ele será usado em 23 cidades consideradas prioritárias, nas regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Baixada Santista.

O exame convencional, distribuído pelo Ministério da Saúde, continuará a ser oferecido na rede. O novo teste será usado por seis meses, em caráter experimental. Caso tenha bons resultados, será incorporado à rotina.

No dia 12, deve ser realizado um pregão para a compra do produto. O governo prevê investir R$ 1 milhão na compra de 30 mil testes. A rapidez no diagnóstico é considerada importante não só para definir melhor o tratamento para o paciente, como para providenciar medidas de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti . Testes rápidos começaram também a ser adotados experimentalmente em cidades sentinela do País, afirmou o secretário-adjunto de Vigilância do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta. Para ele, o maior benefício do exame é a precisão e rapidez na identificação dos vírus de dengue circulante.

“Quando se tem certeza de que se está lidando com dengue, é possível tomar medidas mais agressivas, como o uso de inseticidas”, diz a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Clélia Aranda. O teste pode ser feito tão logo os primeiros sintomas da doença apareçam. No exame tradicional, é preciso esperar pelo menos seis dias. Isso é necessário porque o diagnóstico tradicional se baseia na presença de anticorpos do vírus no sangue.

Já o novo teste procura identificar a presença de fragmentos do vírus, algo que pode ser feito já nos primeiros dias de infecção. Os resultados saem em dois dias. Além de maior agilidade para controle do mosquito, o teste rápido melhora as condições para identificar qual tipo do vírus da dengue - há quatro variações - está em circulação. A desvantagem do novo exame é o risco de um resultado falso negativo.

Necessidade

Clélia afirma que o teste tradicional será realizado nos pacientes com resultado negativo, sobretudo naqueles que ainda estiverem com suspeita da infecção. “O cronograma será respeitado. Em casos em que houver necessidade, o exame tradicional será feito no período indicado, ou seja, no sexto dia do aparecimento dos sintomas.” As cidades consideradas prioritárias pela secretaria são aquelas que apresentam um histórico de grande número de casos da doença. Em janeiro deste ano, foram detectados 89 casos de dengue no Estado.

AE

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