Estações de trens do Rio voltam à normalidade um dia após tumulto

RIO DE JANEIRO - O clima era de tranquilidade nas estações do ramal de Japeri ¿ que liga a Baixada Fluminense ao centro da cidade do Rio de Janeiro ¿, na manhã desta quinta-feira, diferentemente desta quarta-feira (07/10), quando houve tumulto, depredação e saques após a pane em um trem.

Agência Brasil |


Na estação de Nilópolis, as cinco roletas que foram arrancadas durante o tumulto foram substituídas logo cedo. Cerca de dez policiais cuidaram da segurança do local durante toda a manhã.

A SuperVia, que administra o transporte ferroviário no estado do Rio de Janeiro, permitiu o embarque gratuito de passageiros das 16 estações do ramal de Japeri até as 10 h, como forma de ressarcir os passageiros prejudicados ontem.

Marcos Arcoverde/AE
Policiais do Batalhão de Choque ocupam a linha férrea no Rio nesta manhã

O advogado Paulo Roberto Sousa, que mora em Nilópolis e usa o trem diariamente para ir trabalhar no centro do Rio, considerou paliativa a medida adotada. Segundo ele, alguns problemas ocorridos ontem são recorrentes. É comum haver atrasos nos trens, falta de informação, vagões precários e superlotação. A empresa nos vê como usuários, mas não como clientes.

Outro usuário da linha de Japeri, o segurança Helio Gonçalves Viana também reclamou da precariedade dos trens, mas condenou os atos de destruição dessa quarta-feira. Para mim foi vandalismo. Não justifica quebrar e roubar.

A universitária Wanderléia Araújo dos Santos, que usa o trem para ir trabalhar e estudar, chamou o sistema ferroviário de caótico, mas disse que quebrar o que é de uso do próprio passageiro é "pouco inteligente". Não adianta nada. Só o passageiro é que sai prejudicado.

O governador Sérgio Cabral e prefeito Eduardo Paes também condenaram as ações, que classificaram de vandalismo. O governador disse que já pediu para que a polícia identifique e prenda os envolvidos nos saques e no incêndio nos vagões.

A confusão aconteceu depois que um trem que fazia o percurso Japeri-Central do Brasil enguiçou por volta das 7h de ontem, a 100 metros da estação. Segundo a Supervia, a companhia fez o reparo da composição em 20 minutos, mas um grupo de passageiros forçou as portas e desembarcou na via férrea, paralisando os serviços em todo o ramal.

Usuários revoltados com a recusa da empresa de não devolver o dinheiro da passagem quebraram e saquearam bilheterias em quatro estações, queimaram dois vagões e arrancaram roletas.

Assista ao vídeo sobre o protesto:

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