Está perto o dia em que embaixador vai ser negro, diz Lula no Itamaraty

Presidente afirma que país tem conseguido reduzir desigualdades e inserir brasileiros pobres na universidade

iG Rio de Janeiro |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, no Rio, que seu governo, “de excepcional crescimento” permitiu a diminuição de desigualdades e abriu oportunidade de ascensão social para pessoas que antes não tinham chance de freqüentar a universidade. A declaração foi feita no fórum “Brasileiros no Mundo”, no Palácio Itamaraty.

Lula afirmou que, cada vez mais, brasileiros negros vão ocupar posições em que antes só havia pessoas brancas. “Está perto o dia em que a gente vai chegar ao banco, e o gerente vai ser negro, o dentista vai ser negro, o médico vai ser negro, o embaixador vai ser negro, está perto. E eu acho que isso é uma conquista extraordinária de todos nós”, disse.

Ele afirmou que o Pro Uni, programa que financia bolsas de estudo em universidades particulares tem “40% de negros” entre os seus beneficiados. “Este país não pode mais ser governado para 30% da população. Fico deleitado quando vejo um jornal que sempre falou mal de mim dar manchete de que a classe D já é mais numerosa que a classe A na universidade”, afirmou.

Falando a emigrantes brasileiros que vivem no exterior, o presidente comparou sua política para estrangeiros no país com a de países europeus, após a crise econômica global de 2008.

“Os países europeus começaram a perseguir estrangeiros, até ciganos. Aqui no Brasil, legalizamos paraguaios, bolivianos, 150 mil que viviam na ilegalidade trouxemos para a legalidade para dizer que não vamos resolver o problema da incapacidade de governança dos dirigentes jogando a culpa nos coitados dos imigrantes dos governantes como se tenta jogar.”

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