Esquerda brasileira exige reforma trabalhista e agrária em dia de protestos

São Paulo, 14 ago (EFE).- Sindicatos e partidos de esquerda do Brasil organizaram hoje uma jornada de protestos em várias cidades do país para exigir que o Governo decrete a redução da jornada de trabalho e impulsione a reforma agrária.

EFE |

Milhares de militantes das principais organizações de trabalhadores do país, reforçados por integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), desfilaram pelas principais avenidas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades.

Em São Paulo, acompanhados de um forte dispositivo policial, milhares de pessoas marcharam pacificamente e em um ambiente mais bem festivo pela avenida Paulista.

Em declarações à Agência Efe, Nivaldo Santana, vice-presidente da central de Trabalhadores do Brasil (CTB), uma das organizadoras do protesto, qualificou a jornada de hoje como "um dia nacional de luta".

No entanto, o personagem mais atacado pelos hinos e rimas dos manifestantes foi o presidente do Senado, José Sarney, envolvido em uma série de escândalos por corrupção e nepotismo.

Não foram poucas as organizações que exigiam inclusive o fechamento do Senado e que o Congresso passe a ser unicameral, reduzido à Câmara dos Deputados.

Leandro Recife, dirigente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que tem um senador, qualificou o Senado de "o mais atrasado das instituições brasileiras" e apontou que Sarney, presidente do Brasil entre 1985 e 1990, é "o mais arcaico" da política do país.

Outro objeto de crítica foi o Tamiflu, o remédio usado para combater o vírus da gripe A.

Os movimentos esquerdistas exigem do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva que quebre a patente do remédio.

"O Governo brasileiro deve tomar todas as medidas a seu alcance para defender a população trabalhadora e o povo, vítima da gripe A, e liberar o remédio para todos", disse à Efe Santana.

O sindicalista também se pronunciou a favor da reforma agrária e de "democratizar a posse da terra", alegando que "é estratégico para um país ter uma democracia profunda com geração de emprego e justiça social".

Na manifestação de São Paulo participaram os cerca de dois mil membros do MST que desde a segunda-feira estão acampados em um poliesportivo do centro da cidade para exigir a reforma agrária.

A jornada de protesto atraiu no Rio de Janeiro cerca de mil militantes esquerdistas.

Em Brasília, cerca de três mil militantes do MST marcharam pela Esplanada dos Ministérios. EFE ed-az/ma

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