Esquema de fraude em filantropia pode chegar a R$ 2 bi

Documentos sigilosos da Operação Fariseu enviados à Justiça Federal e ao Ministério Público revelam um suposto esquema fraudulento de emissão de Certificados de Beneficência e Assistência Social (Cebas) que, desde 2004, teria lesado o Tesouro Nacional em pelo menos R$ 2 bilhões. A investigação aponta como líderes do grupo ex-integrantes do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), ligado do Ministério do Desenvolvimento Social, e advogados de instituições que pretendiam ser declaradas filantrópicas e, assim, obter isenção de tributos pagos à Previdência.

Agência Estado |

Quando a operação foi deflagrada, em março passado, seis pessoas foram presas. Agora, já estão em liberdade.

Nos últimos dias, detalhes de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, revelando acertos para a emissão ilegal dos certificados, chegaram ao Judiciário. Segundo a PF, grampos de março de 2006 mostram a tentativa de o ex-conselheiro Carlos Ajur obter um certificado em troca de R$ 100 mil.

Segundo a PF, ele orientou uma mulher identificada como Marisa a transformar uma instituição - cujo nome não foi citado - em empresa sem fins lucrativos. Segundo a PF, Ajur calcula que a empresa economizaria R$ 11 milhões com a isenção. Segundo relatório da PF, os envolvidos no esquema cometeram crimes como corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, malversação de verbas públicas, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de quadrilha, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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