Esplendor de Bizâncio chega a Londres

Bizâncio em todo seu esplendor chegou a Londres através de uma exposição que levanta um véu sobre a riqueza da cultura bizantina, desde a fundação de Constantinopla, no ano 330, até sua tomada pelos turcos otomanos em 1453, que a rebatizaram Istambul.

AFP |

"Bizâncio 330-1453", que abre sábado na Royal Academy de Londres, explora a diversidade dessa cultura através de 340 tesouros - ícones, objetos em ouro e prata, mosaicos, incensários - provenientes de 85 coleções dispersas pelo mundo.

A mostra, que vai até 22 de março próximo, permite entender como se desenvolveu a cultura bizantina no vasto império que dominava áreas da África do Norte, Egito, Terra Santa, Itália, Grécia e grande parte dos Bálcãs até o sul da Espanha, passando pela Península da Criméia, no Mar Negro.

Adrian Locke, responsável pelas exposições da Royal Academy, disse que foi uma verdadeira façanha reunir estes objetos, já que são emprestados em raríssimas ocasiões pelos museus que os possuem.

Alguns dos ícones e objetos são tão frágeis que os museus e mosteiros em Veneza (Itália), Jerusalém, Grécia, Rússia, Egito e Kiev (Ucrânia) - que aceitaram ceder alguns de seus tesouros durante meses a Royal Academy -, advertiram que esta será talvez a última vez que os emprestam.

O Império Bizantino ou Reinado Bizantino, inicialmente conhecido como Império Romano do Oriente ou Reinado Romano do Oriente, sucedeu ao Império Romano (cerca de 395). Os historiadores especializados em Bizâncio em geral concordam que seu apogeu se deu com o grande imperador da dinastia Macedônica, Basílio II Bulgaroctonos (Mata-Búlgaros), no início do século IX. A sua regressão territorial gradual delineou a história da Europa medieval, e sua queda, em 1453, ante os turcos otomanos, marcou o fim da Idade Média.

ame/jo/sd

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