Esperança de vida dos brasileiros chega aos 72,8 anos, segundo IBGE

A esperança de vida da população de ambos os sexos no Brasil passou de 69,6 anos para 72,8 anos nos últimos dez anos, segundo a pesquisa Tábua Completa de Mortalidade da População do Brasil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Em 2008, a esperança de vida masculina era de 69,11 anos, e a feminina, de 76,71 anos.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

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Esperança de vida ultrapassa média mundial
O IBGE pondera que a esperança de vida no Brasil ainda é relativamente baixa, visto que países como Japão, China (Hong Kong), Suíça, Islândia, Austrália, França e Itália têm vida média superior a 81 anos. O Brasil só chegará a este patamar por volta de 2040.

Na escala mundial, porém, o País está acima da média. A expectativa de vida ao nascer, estimada pela Divisão de População das Nações Unidas para o período de 2005 a 2010, é de 67,58 anos e, para o qüinqüênio de 2045 a 2050, de 75,55 anos.

Envelhecimento

Além da esperança de vida, também aumentou no País a idade média da população. A previsão do IBGE é que ela passe de 20,20 anos, em 1980, para 39,90, em 2035. Em 2050, o Instituto considera que ela pode chegar a 46,20 anos.

Em 1980, as crianças de 0 a 14 anos correspondiam a 38,24% da população. Já em 2009, caíram para 26,04%. Ao mesmo tempo, o contingente de pessoas com 65 anos ou mais de idade pulou de 4,01% para 6,67% no período.

Em 2050, as crianças devem representar 13,15% da população total, ao passo que os idosos devem ser 22,71%.

Mantidas as tendências registradas atualmente, a relação deverá ser de 172,7 idosos para cada 100 crianças. O formato tipicamente triangular da pirâmide populacional, com base alargada, está cedendo lugar no Brasil a uma pirâmide característica de uma sociedade em acelerado processo de envelhecimento.

Mortalidade infantil

Em uma década, a taxa de mortalidade infantil teve uma queda de 30%, passando de 33,24¿, em 1998, para 23,30¿, em 2008, segundo os dados do IBGE.

A redução da mortalidade conseguiu evitar cerca de 205 mil mortes no período. Apesar disso, o número de crianças que não chegam a um ano de idade continua alto no País. Neste ano, de cada mil nascidos vivos, 23,3 morreram.

O Brasil mantém uma distância gigantesca do índice de mortalidade infantil registrado em países como Islândia (2,90 por mil), Cingapura (3 por mil), Japão (3,20 por mil), Suécia (3,10 por mil) e Noruega (3,50 por mil).

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