Esperança média de vida ao nascer mantém crescimento no Brasil

Em 2009, a esperança média de vida ao nascer no Brasil era de 73,1 anos. Entre 1999 e 2009, esse indicador cresceu 3,1 anos

Daniel Torres, iG São Paulo | 17/09/2010 10:00

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A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2010 divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que em 2009 a esperança média de vida ao nascer no Brasil era de 73,1 anos. Esse número vem crescendo em todas as pesquisas do gênero feitas pelo orgão. A partir de 1999, a expectativa entrou na casa do 70 anos e registrou 71,9 em 2005, 72,4 em 2006 e 72,7 em 2008. 

Esperança de vida ao nascer, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1999/2009

 

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Fonte: Projeto IBGE/Fundo de População das Nações Unidas - UNFPA/BRASIL (BRA/02/P02)

Segundo o estudo, nos últimos 10 anos, as mulheres estão em situação mais favorável que os homens quanto a esperança média ao nascer, com crescimento de 73,9 para 77 anos, para elas, e de 66,3 para 69,4 anos, para eles. Em 2009, a diferença entre a maior esperança de vida do sexo feminino, 79,6 anos (Distrito Federal), e a menor do sexo masculino, 63,7 anos (Alagoas), era de quase 16 anos a favor das mulheres. Na relação contrária, a diferença entre a maior esperança de vida entre homens (72,6 anos no Distrito Federal) é menos de 1 ano superior que a pior média entre as mulheres em um Estado (Alagoas, com 71,7 anos). 

Fecundidade

A pesquisa também mostra que em 2009 a taxa de fecundidade feminina, que representa o número total de filhos que uma mulher teria ao final de seu período fértil, foi de 1,94. Embora este número seja superior ao de 2008 (1,89), a observação da série histórica confirma a tendência declinante, uma vez que é comum que esta média sofra pequenas oscilações. Em 1980, o índice girava em torno de 4 filhos por mulher. No Rio de Janeiro, era de 2,94 naquele ano, caindo para 1,63 em 2009, o menor índice entre os Estados. Já no Amapá, caiu de 6,97 para 2,87 no mesmo período, a segunda maior taxa de 2009, só perdendo para o Acre (2,96).

A pesquisa também mostra que a escolaridade é fator determinante da fecundidade feminina. A distância que separa a fecundidade das mulheres menos instruídas da região Norte (3,61) das que têm mais escolaridade no Sudeste (1,60) era de 2,01 filhos em 2009. Para o País como um todo, as mulheres com até 7 anos de estudo chegam a ter, em média, 3,19 filhos, quase o dobro do das que têm 8 anos ou mais de estudo (1,68) (ao menos o ensino fundamental).

A idade média com que as mulheres têm filhos também se diferenciava pela instrução em 2009. Entre aquelas com menos de 7 anos de estudo, a média era de 25,2 anos. Entre as que tinham 8 anos ou mais de escolaridade, a idade média era 27,8, uma diferença de 2,6 anos.

A taxa de fecundidade das mulheres brancas (1,63 filhos) também era menor do que a das pretas ou pardas (2,20). No Sudeste estava a mais baixa fecundidade das primeiras (1,55), e no Norte, a mais alta para as últimas (2,67).

Mortalidade

O aumento da esperança de vida ao nascer em combinação com a queda do nível geral da fecundidade resulta no aumento absoluto e relativo da população idosa. Além disso, a taxa bruta de mortalidade, que representa a frequência com que ocorrem os óbitos em uma população, se encontra em 6,27% em 2009. A taxa bruta de natalidade, atualmente com 15,77%, vem caindo muito nos últimos anos devido ao processo de urbanização que gerou transformações de ordens socioeconômica e cultural na população brasileira. A taxa de mortalidade infantil também segue em queda no Brasil, caindo de 3,17% para 2,25%, entre 1999 e 2009. O Rio Grande do Sul tinha a menor taxa de mortalidade infantil em 2009 (12,7‰) e Alagoas (46,40‰), a mais elevada.

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