Especialistas vetam remédio distribuído por governo federal

Portadores da doença rara de Gaucher desistiram de tomar o medicamento por orientações de seus médicos

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Portadores da doença de Gaucher desistiram de tomar o remédio comprado emergencialmente pelo Ministério da Saúde, em razão das orientações que vêm recebendo de seus médicos. Parecer de especialistas que assessoram a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, concluído em setembro, vetou o uso do medicamento taliglucerase nos pacientes com a doença de Gaucher, exceto em estudos clínicos, em razão do desconhecimento sobre os efeitos do remédio.

A droga, que ainda está em estudo e não é aprovada no País, foi distribuída nas últimas semanas emergencialmente pelo Ministério da Saúde aos Estados mediante uma autorização especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em substituição ao remédio que vinha sendo utilizado e que registrou desabastecimento mundial.

O funcionário público Paulo Godoy relatou anteontem ao jornal O Estado de S. Paulo que relutava em tratar o filho de 6 anos, que estava sem tratamento havia dois meses. “Hoje chegou o remédio e não fizemos a infusão”, disse Godoy.

Segundo o funcionário público, no centro em que recebe o remédio, em São Paulo, os médicos avisaram que o medicamento traz riscos de eventos adversos mais sérios, como convulsões. Godoy também afirma que o filho vem sofrendo com dores e fraqueza, sintomas do descontrole da doença. “Ele tem muitas dores nos ossos, no braço, está bem fraquinho”, afirmou.

O Ministério da Saúde reafirmou a segurança da droga. A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo orientou ontem os pacientes, depois de questionada pela reportagem, a rever as prescrições com seus médicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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