Especialistas reforçam importância ergonômica

Especialistas reforçam importância ergonômica Por Lucas Frasão Olívia Byington deu o tempero final de intimismo no show A vida é perto ao decorar o palco como se fosse a sala de sua casa. Levo meus livros também.

Agência Estado |

A ideia é criar uma extensão da sala de casa para dividir com o público", diz a cantora, que montou seu espaço de leitura no mesmo estúdio usado para compor suas canções, no Rio.

Sua poltrona de leitura, simples, de cor viva, é só um detalhe na grande casa onde mora, na Gávea. Mas é confortável o bastante para a leitura, que intercala com acordes no violão. Olívia nem sempre pode estar perto de sua poltrona, tenta arrumar tempo para ler durante as turnês, nas salas de embarque, entre conexões. "Ler depende da vida", diz. "Às vezes, temos de ler um livro específico para o trabalho. Geralmente, muito rápido."

Em São Paulo, o ator Marcos Caruso também mistura trabalho a seus hábitos de leitura. A estante de livros, na sala do espaçoso apartamento em Higienópolis, na região central da cidade, está cheia de peças de teatro. "Leio pontualmente, sempre sobre coisas que interessam no momento", diz. "Sou muito caseiro e gosto de usar minha casa profissionalmente." Um exemplo disso é a mesa de jantar para 12 pessoas usada nas leituras de textos em grupo.

Mas o lugar certo mesmo para Caruso ler é a poltrona da sala de TV. Até o simpático Tug, cão da raça galgo, que gosta de se acomodar nos sofás da casa, sabe que o dono não abre mão de sua poltrona. "Ela é única." Na verdade, tem uma irmã idêntica, logo à frente, branca, alta, revestida com pele bovina. Mas a do ator está em lugar privilegiado, bem posicionada para receber luz natural pela porta que leva ao terraço.

A escritora Anna Maria Martins troca a poltrona e o sofá pela cadeira da mesa de jantar, ao lado de um antigo relógio de madeira. Daquele lugar, no apartamento nos Jardins onde mora há 54 anos, consegue ver o retrato feito por Tarsila do Amaral do marido, o ensaísta e cronista Luis Martins, morto em 1981. É ali, também, o lugar dos livros que exigem mais concentração, rabiscos e reflexões da escritora, que, aos 84 anos, ocupa a cadeira de número 7 na Academia Paulista de Letras e é autora de livros como "Mudam os Tempos" (ed. Girafa) e "Katmandu" (ed. Global). Anna Maria tem livros em todos os cantos da casa, mas diz que no quarto ficam os especiais.

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DICAS DOS ESPECIALISTAS
Mais do que o estofado confortável e o desenho engenhoso, uma boa poltrona de leitura deve seguir algumas regras básicas para se firmar como melhor lugar da casa para ler. "Os braços não podem ser muito altos e devem ser largos o suficiente para apoiar livros. O encosto precisa ser alto para acomodar bem a cabeça", diz Wair de Paula Júnior, arquiteto e diretor de estilo da Artefacto. "Usamos almofadas baixas, na altura dos rins, para acomodar a lombar."

"Se a poltrona de leitura não for projetada para uso prolongado, o conforto inicial some depois", diz Carlos Alberto Romano, especialista em ergonomia da loja Forma. A posição correta não só evita danos à coluna como também problemas menores, entre eles dormência das pernas. "O ideal é manter os pés no chão, para frente, com joelhos dobrados a 90 graus", explica Alexandre Fogaça, médico do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas. "Ler deitado, de bruços, nem pensar."

Não há medidas exatas para a poltrona. Mas Paula Júnior e Romano indicam as medidas aproximadas do ideal: mais de 90 centímetros de profundidade e mais de 70 centímetros de largura. A altura pode ultrapassar 1 metro.

O professor Luiz Cláudio Portugal, do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, dá a seguinte dica: "Tome cuidado com cadeiras muito estilosas. No geral, prefira formatos orgânicos e curvilíneos, que tenham o maior número de pontos de contato possível com o corpo".

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